Meu pequeno album de silêncios

Nunca me considerei um artista. Desde que colori minhas primeiras páginas em branco com giz de cera há quase 30 anos, nunca me vi como alguém especialmente dotado com uma aura artisticamente divina. Eu era uma criança com um giz de cera. Em uma família sem inclinações artísticas fortes.

Não sei muito bem e, sinceramente, não me importo tanto com o porquê da minha inclinação artística. Seja na música, seja com desenhos, seja com cinema ou com fotografia, o exercício criativo em seus diversos formatos sempre me fez bem. E sinto que quanto mais anos coleciono, menor é a futilidade de uma expressão criativa, independentemente do retorno social ou até financeiro que esta proporcione.

Hoje inicio mais um projeto que acredito ser essencial para a preservação da minha sanidade mental em tempos de movimento constante, fluidez emocional e incerteza vocacional. E tudo começa com um texto.

“Se você deseja aprender a pensar, aprenda a escrever. A escrita é a forma mais estruturada do pensamento” Jordan Peterson

O texto de hoje inaugura pra mim um passo postergado por medo e perfeccionismo. Uma expressão modesta de pensamentos intrusivos, reflexões intimidadoras e imagens cativantes. Em imagem e textos.

Espero que esse pequeno movimento seja pra você que me lê uma ótima companhia e nada mais. Inicio assim a construção do meu pequeno álbum de silêncios na tentativa de embelezar meu cotidiano e os daqueles que escolherem me ter como companhia. Acompanhados de uma boa xícara de café.

Nem sempre haverá textos longos por aqui, muitas semanas apenas uma imagem. E talvez em outro texto eu explique a motivação por trás dessa decisão. Mas sempre haverá algo que considero belo e que acredito que deva ser compartilhado. Por que eu realmente acredito que, nas palavras de Dostoiévsky:

“A beleza ainda salvará o mundo”

Sejam bem-vindos! E obrigado pela companhia!

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Meu primeiro frame